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“Admiro que uma parte da nossa juventude já aprecia o fado”, regista com agrado a fadista amadora Graça Santos Prata

Graça Santos Prata é uma fadista amadora que vive intensamente o fado e o fado corre-lhe nas veias, pois desde muito cedo começou a despontar para este género musical, elevado à categoria de Património Cultural e Imaterial da Humanidade pela UNESCO. É no silêncio da noite, com o mistério que a envolve, que se deve ouvir, com uma alma que sabe escutar o fado, que nos fala de sentimentos profundos e até se diz que o fado que faz chorar as guitarras. Quando canta, Graça Prata sente uma nostalgia e uma alegria por se encontrar, e estar a realizar uma coisa que lhe dá muita satisfação. Esta fadista micaelense canta de tal forma sentida com a sua voz de ouro, que encanta e deslumbra quem a ouve e se rende fascinados pelo seu fado. Ela tem como fadistas de eleição, a diva Amália Rodrigues e Ana Moura. Sem a sua bonita voz timbrada e sofrida, que põe qualquer alma a cantar, então não havia fado, nem fadista fascinante como ela é, como diz, aliás, uma letra que ela gosta de entoar e que põe a plateia atenta para ouvir uma verdadeira artista que vale a pena escutar e ser melhor divulgada. 

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A nossa gente (224) – Helena Cymbron

Helena Cymbron passou a infância e parte da adolescência entre Lisboa e os Açores e acredita que foi benéfico esse contacto com culturas diferentes. Foi professora durante 33 anos e ainda hoje gostava que fossem implementadas algumas metodologias que encetou, como receber os pais ao mesmo tempo na sala para que se conheçam uns aos outros e designar os melhores alunos para apoiar os mais fracos. Dedica-se à família ao voluntariado, que gostava de fazer mais, mas também tem como missão deixar um lar para pessoas deficientes que não tenham já os pais vivos.

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