Luís Moniz, Astrólogo, diz que o pior ainda está para vir em 2021

“Esta crise pandémica é a oportunidade de mudarmos o nosso padrão de vida”

Correio dos Açores - Como será 2021 no plano geral?
Começo por lembrar que, na previsão apresentada há um ano nesse jornal Correio dos Açores, previ uma grande crise no final de 2020. 
Também, anunciei que alguns líderes seriam derrubados e, ainda, antevi que o poder político seria partilhado. Esta situação tem vindo a acontecer em vários países da Europa incluindo Portugal e aconteceu, recentemente, nos Açores.
Tudo isto para esclarecer que, desde o início do mundo, a vida tem mostrado que há uma analogia entre os acontecimentos terrenos e a ordem Cósmica.

Que presenças se farão notar?
Temos vindo a verificar as consequências da presença de Plutão em Capricórnio, nomeadamente no que diz respeito às provações que têm acontecido em termos sociais e económicos. Aliás, Plutão continua a desvendar todas as situações ocultas e decadentes que necessitam de transformações.

Plutão continua em Capricórnio. Isso quer dizer que continuaremos a ter um ano em que muito continuará a ser revelado?
A entrada de Plutão em Capricórnio ocorreu em 2008 e a sua presença nesta Constelação vai até 2023. Está colocada em causa o desempenho das instituições familiares, religiosas e políticas. Assim, toda a podridão continuará a ser desmascarada. 
Os projectos colectivos continuarão a ser postos à prova e todas as entidades públicas e privadas estarão obrigadas a reestruturações rigorosas. 

Tivemos um 2020 muito complicado e pelo que fala enfrentaremos um ano difícil?
Infelizmente, tudo indica que o pior ainda está para chegar.
O que vem a seguir é o caos, o medo e a revolta. 
Vamos ter mais doentes e mortes de pessoas sem covid-19 por falta de acesso ao serviço de saúde, que trata quase exclusivamente dos casos de pandemia.
Portugal está num estado de morte lenta.

Essa morte lenta de que fala é que o nosso país vai encontrar dificuldades a todos os níveis e sem encontrar o seu rumo?
O nosso país está a caminho de um pântano. 
Portugal vai ter de enfrentar uma grande crise social, política e financeira.
A “Lei de retorno” existe e ninguém está isento de colher tudo aquilo que semeou. 

De certo que não há apenas previsões catastróficas. Levante um pouco a ponto do véu?
O que está a acontecer vai contribuir para uma nova aurora, mas todo o processo será lento e doloroso.
De qualquer forma, não queremos que a vida volte ao normal, porque foi a vida normal que trouxe a humanidade para o abismo. 
Esta crise pandémica é a oportunidade de mudarmos o nosso padrão de vida. Não podemos continuar a viver dando valor às ilusões relacionadas com a nossa passagem pela Terra e esquecendo a importância de construirmos a vida Eterna, aliás, a única verdadeira.

Estamos conscientes da necessidade de mudança para dias melhores?
O Ser Humano é o causador da sua própria morte e consequentemente pelas privações em todas as áreas da sua vida. 
As tristezas, as mágoas e as perdas potencializam o crescimento, desde que haja o entendimento das causas que provocam a dor. Se não houver compreensão das causas que provocaram a dor, simplesmente, instala-se o sofrimento. Aliás, a vida apresenta as provações partindo do princípio que cada ser humano está preparado para enfrentar as dificuldades.

Para onde devemos centrar o nosso olhar/atenção? 
É a capacidade de aprendizagem que define a riqueza de uma entidade e não a aquisição de bens materiais. 
É tempo da humanidade dirigir a atenção para o Céu.
O verdadeiro poder do Ser Humano deverá estar em sintonia com a Natureza Cósmica. 

Está nas nossas mãos essa escolha?
O livre árbitro é a oportunidade do Ser Humano aceitar a ordem Superior ou ignorá-la. Escolher entre a essência ou a banalidade. Ou seja, escolher entre o “Ser” e o ter.
SER não significa ter.

Pode explicar?
Por exemplo, uma pessoa pode ter filhos e não ser pai. Há maravilhosos pais que nunca tiveram filhos. Dito de outra forma, ter uma amante não é sinónimo de ser amante.
As pessoas preocupam-se com tudo e esquecem a felicidade, que deveria ser a primeira prioridade na vida. 
Loucura é estarmos sempre alegres, mas consciência é entendermos que temos obrigação de ser felizes. Mas, é uma tontice dizer que a felicidade é um sentimento passageiro. Não podemos confundir a felicidade com a alegria nem com a realização. Há pessoas alegres, bem-dispostas, realizadas, cheias de saúde e de dinheiro, mas que são extremamente infelizes. A felicidade não pode estar dependente do sentimento, nem daquilo que nos acontece, mas deve estar alicerçada na sabedoria e na supraconsciência. 

Mas o que é  a felicidade?
A felicidade emana no “Ser” em sintonia com a essência, que passa pelo restabelecimento de uma sincronia consciente com o plano presente no Universo “Todo-poderoso”.
O resultado do pensamento não tem de ser o sentimento, mas a atitude consciente. Não podemos investir em coisas materiais e ficar à espera de benefícios Espirituais. 

Fala-se de que vivemos uma ditadura da economia…
As pessoas com a consciência adormecida são vítimas do sistema económico cruel em que vivemos, pois, vivem pré-ocupadas com o ter.
Então, o trabalho fica dirigido para a aparência, aquisição de bens, objectos, pagamento de dívidas, competição com os outros e por este caminho as pessoas vão perdendo o equilíbrio e mais tarde a saúde.
A posse é a causa de todo o sofrimento. 

Como se pode evoluir?
Há duas maneiras de evoluir, ou através da tomada de consciência ou pelo sofrimento, a escolha é de cada um de nós.
Mediante uma nova percepção da vida, começamos a criar o entendimento de que devemos adoptar uma postura atenta e desprendida. A indiferença é uma atitude desprezível, mas o desapego é indispensável para a conquista da nossa felicidade.

Qual o Planeta dominante em 2021?
É a Vénus que rege a beleza, a estética e os relacionamentos.
Possivelmente, daqui em diante, as pessoas irão sentir uma maior necessidade de conviver socialmente de forma fraterna e solidária.
No plano das relações mais intimas, provavelmente, a “deusa do amor” vai favorecer o estabelecimento de relações mais justas e harmoniosas. 
Com a Vénus a influenciar o Novo Ano, devemos procurar valorizar a arte e a cultura.

Com tanta beleza e arte, haverá harmonia ou teremos também conflito?
O Ano Novo marca a entrada de um período em que haverá maior necessidade das pessoas viverem de forma solidária e justa,
Pela negativa, uma energia da incerteza pode ocasionar um aumento nos processos de separação de sociedades e de casamentos.
A Vénus rege o Signo da Balança, que simbolicamente representa as hesitações e as dificuldades perante escolhas importantes.
Pela positiva, também, a Vénus rege o Signo de Touro e vai ajudar-nos a trabalhar com determinação de modo a podermos vencer os obstáculos.

Será um ano de instrospecção, é isso?
O ano 2021, sob a regência de Vénus, traz a necessidade de encontrarmos a paz interior essencial para podermos estabelecer relações proveitosas.
Mas, é necessária a busca do auto-conhecimento que potencializa os nossos dotes intrínsecos e identifica os medos interiores que precisam de ser enfrentados com coragem e sabedoria.
A humanidade deve aproveitar a energia da Vénus para expandir os seus talentos, desenvolver o sentimento de amizade e construir a felicidade.
A salvação está no conhecimento que traz ao ser humano maior capacidade de adaptação às novas situações da vida. 

                                   Nélia Câmara
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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