Entre 2010 e 2018

Saída de bens dos Açores andou à volta dos 600 milhões de euros por ano

 Em 2018, a saída de Bens e Serviços dos Açores estima-se em 971 milhões de euros, e a entrada em 1 993 milhões de euros, anunciou o Serviço Regional de Estatística.
O SREA divulga, pela primeira vez, uma estimativa do comércio com o exterior da Região, incluindo o comércio com o resto do país. 
A informação sobre o comércio internacional de bens é obtida através de dois inquéritos mensais: O “Intrastat” entre os países da União Europeia e o “Extrastat” para fora da UE. 
Dada a carga estatística associada a estes dois inquéritos, segundo o SREA, “não é viável a realização de inquéritos semelhantes para recolher informação sobre a transacção de Bens e Serviços entre os Açores e o resto do país. Acresce ainda que nestes inquéritos não é recolhida informação sobre os Serviços”. 
Assim, “dada a relevância desta informação estatística para um melhor conhecimento da realidade económica dos Açores e do seu grau de interdependência em relação ao exterior, incluindo Continente e Madeira”, o Serviço Regional de Estatística dos Açores “desenvolveu um projecto, que decorreu durante os últimos três anos, com o objectivo de realizar uma estimativa da entrada e saída de Bens e Serviços dos Açores”. 
O saldo, negativo, diminuiu cerca de 350 milhões de euros no período de 2010 a 2018, aumentando 82,4 milhões entre 2017 e 2018. 
Em 2018, a saída de Bens e Serviços para o exterior da Região atingiu os 971 milhões de euros sendo cerca de 70% para o resto do país e 277 milhões de euros para o estrangeiro. 
O valor da entrada é superior (1. 993 milhões de euros) sendo a maior parte proveniente do resto do país (à volta de 80%) e 365 milhões de euros do estrangeiro. 
O valor total da saída em 2018 é superior em 11,3% ao valor de 2010 e 1,4% relativamente ao ano anterior, enquanto o valor total da entrada é inferior em cerca de 11,1% relativamente ao início do período e superior em 5,1% ao verificado em 2017.
Entre 2010 e 2018 verificou-se um aumento da saída de bens e serviços em 34,5% para outros países, enquanto que a subida foi de apenas 4,1% para o resto do país. 
Em 2018, o comércio internacional aumentou 3,8% e para o resto do país há uma ligeira subida de 0,5%. 
De 2015 a 2018, verifica-se uma subida de 20% no valor da saída do comércio internacional e de 11,8% para o resto do país, algo que poderá ser explicado pelo crescimento do turismo.
No período de 2010 a 2018 a entrada de Bens e Serviços proveniente de outros países diminuiu 13,9% enquanto do resto do país diminui 10,5%. 
Entre 2017 e 2018, existe uma descida de 1,1% no comércio internacional e um aumento de 6,6% no comércio com o resto do país.  
 Entre 2010 e 2018 a saída de Bens andou à roda dos 600 milhões de euros por ano, valor que, segundo o Serviço Regional de Estatística, “é altamente dependente” do desempenho da indústria agro-alimentar e do sector primário. 
Quanto aos Serviços, é possível verificar um crescimento de 57,3% desde 2014, o que pode reflectir o aumento da procura turística da região.
De 2010 a 2018, o valor da saída dos Serviços aumenta 35,4% enquanto os Bens registam uma ligeira subida de 0,6%. De 2017 para 2018, os Serviços crescem 6,6% e os Bens registam uma descida de 1,4%.
De 2010 a 2018, a entrada de Bens andou à volta dos 1,5 a 1,6 mil milhões de euros por ano, representando cerca de 80% do total da entrada, com um mínimo de 1.461 milhões em 2015. No mesmo período, a entrada de Bens registou uma diminuição de 13,3%. 
Relativamente aos Serviços, que representam os restantes 20%, apresentam um máximo no ano de 2011 (385 milhões), registando um decréscimo no total do período (0,7%). 
Entre 2017 e 2018 a entrada de Bens cresce 6,7% enquanto nos Serviços diminui 1,5%. No período 2015 a 2018, o valor da entrada dos Bens cresce 10,8% e os Serviços aumentam 23,5%.

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Autor: CA

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