4 de fevereiro de 2020

Autoridades de Saúde Pública dos Açores reafirmam não existir risco do voo proveniente de Hong Kong que escalou Ponta Delgada

Tal como foi confirmado no Domingo, ontem voltou a ser reforçado pelo Executivo açoriano que não há qualquer risco pelo facto de um avião de Hong Kong ter escalado Ponta Delgada.
A Coordenadora Regional de Saúde Pública, Ana Rita Eusébio, e o Delegado de Saúde de Ponta Delgada, Eduardo Cunha Vaz, em nota do GaCS,  “na sequência de diversas afirmações erradas, infundadas e alarmistas proferidas em diversos órgãos de Comunicação Social e plataformas de redes sociais”, entenderam fazer um esclarecimento no qual referem que “as autoridades de Saúde Pública dos Açores reafirmam que não existe risco para a saúde pública, tendo em conta as orientações actualmente em vigor para definição de caso suspeito por infecção por novo Coronavírus (2019-nCoV), relacionado com um voo particular que aterrou Sábado, 1 de Fevereiro, no Aeroporto de Ponta Delgada.
Sublinham que “a avaliação em causa resulta não só da verificação da origem e escalas da aeronave em causa, mas, sobretudo, da verificação dos percursos dos passageiros e tripulantes nos últimos 14 dias”.
Dizem que de “acordo com o plano de voo e os passaportes, verificados presencialmente, a aeronave partiu de Hong Kong, a 25 de Janeiro, com três passageiros a bordo, os quais residem em Hong Kong e daí não se tinham ausentado nos 14 dias anteriores a esta viagem.
De seguida, a aeronave fez escala em Tóquio, onde entraram os restantes oito passageiros.
Estes residem no Japão e daí não se tinham ausentado nos 14 dias anteriores à viagem.
De forma mais concreta, verificou-se que nenhum dos passageiros e tripulantes provém de Wuhan, na Província de Hubei, na China.
Igualmente verificou-se que os tripulantes, dois de nacionalidade norte-americana e um de nacionalidade chinesa, não provinham, nem tinham estado, nos 14 dias anteriores à viagem, na cidade de Wuhan, província de Hubei.
O avião fez depois escala e paragem em Paris e na Islândia, sem qualquer restrição à entrada e/ou à circulação da aeronave, dos passageiros ou dos tripulantes”.
 Adiantam também que “a situação foi avaliada de acordo com os critérios clínicos e epidemiológicos estipulados pela Direcção-Geral da Saúde e pela Direcção Regional da Saúde dos Açores (...)” , tendo-se averiguado que nenhum dos 11 passageiros e dos três tripulantes reunia critérios clínicos e epidemiológicos para definição de caso suspeito, na presente data”.
Informam que “desde a data da chegada até à data de ontem, dia 3, altura em que passageiros e tripulação foram novamente avaliados, estes não apresentavam qualquer critério clínico para serem considerados sequer como casos suspeitos, tendo o voo saído ontem de manhã”.
A Coordenadora Regional de Saúde Pública e o Delegado de Saúde de Ponta Delgada salientam que “a Direcção Regional da Saúde acompanha a situação, em articulação com a Dirceção-Geral da Saúde, actualizando orientações e procedimentos para apoio aos profissionais de saúde, hospitais e unidades de saúde de ilha, bem como outros agentes públicos e privados de relevo para esta situação, designadamente aeroportos e portos”. 
A terminar, reiteram “que os açorianos devem seguir as recomendações de autoprotecção da Direcção Regional da Saúde: tapar o nariz e a boca com lenço de papel ou antebraço quando espirram ou tossem, lavar frequentemente as mãos e evitar contacto próximo com pessoas com infecção respiratória.
Em caso de dúvidas, devem ligar para a Linha Saúde Açores – 808 24 60 24”, lê-se na nota de esclarecimento publicada.

N.C.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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