Recados com Amor

Meus Queridos! O meu recado principal vai hoje para homenagear uma das mais importantes obras da Autonomia, pelo serviço que ela presta a todos os utentes que recorrem ao Serviço de Saúde Regional.
Há vinte anos atrás, o jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio noticiava que o Hospital do ‘Divino Espírito Santo’ abriu as suas portas às urgências e doentes de cirurgia. Está assim em funcionamento uma das maiores
obras da Autonomia dos Açores, iniciada em 1989, quando era Presidente do Governo, João Bosco Mota Amaral; Secretário da Habitação e Obras Públicas, Américo Natalino de Viveiros e Secretário da Saúde e Assuntos Sociais, António Menezes”, acrescentava a notícia do Correio dos Açores que  a obra, que surgiu como alternativa à hipótese de ampliação do velho hospital de São José, foi objecto de aturados estudos com equipas nacionais e estrangeiras, com a cooperação do então Presidente do Conselho de Administração do Hospital, Dr. José Estrela Rego. Pesados os pontos fortes e os pontos fracos quanto à opção de ampliar o hospital de São José ou construir um novo, a opção do Governo recaiu na construção dum novo hospital, que muito se empenhou na solução encontrada a partir de um projecto elaborado por uma empresa sueca, especialista em construções hospitalares. Foi lançado depois um concurso internacional para concepção e construção, e  “em 1992 foi, depois de várias reuniões com a sociedade civil, e com a participação de muitos profissionais de saúde, decidido o Governo proceder ao redimensionamento da obra, criando condições para que a infra-estrutura  dispusesse de  capacidade para cerca e 500 camas”. A obra foi concluída em 1996 e a transferência de serviços começou já com o Governo presidido por Carlos César em 1997, passando a funcionar ali o Serviço de Neonatologia, ou seja, os serviços de maternidade.
Desde então, o Governo foi procedendo, progressivamente, à transferência de serviços, tarefa que se concluiu com êxito a 25 de Outubro de 1999, 10 anos depois do início da grande obra.
É bom lembrar que o Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, foi um investimento de 45 milhões de euros, e já naquela altura da sua construção o Governo estimava que os custos anuais daquela unidade de saúde chegariam aos 50 milhões de euros…. Ao registar-se vinte anos sobre o termo da transferência de todos os serviços do velho para o novo hospital, a data foi assinalada com uma missa na capela da unidade hospitalar e com uma retrospectiva destes 20 anos a cargo da Secretária Regional da Saúde, Teresa Luciano, que terminou com o corte do bolo de aniversário. Pelos serviços prestados durante estes mais de vinte anos, esta obra da Autonomia merece ser recordada e estão de parabéns todos os que foram promotores e continuadores da mesma, assim como todo o corpo clínico e demais trabalhadores que tem denodadamente servido os utentes daquela importante unidade hospitalar.


Meus Queridos! O novo governo da Republica está já pronto a arrancar para mais uma viagem… Desta feita vai sozinho e deixou pelo caminho a geringonça que sustentou o anterior, e que fez da governança destes últimos quatro anos uma festa em vários andamentos…agora os parceiros da geringonça ficaram por sua conta e risco e o primeiro sinal que as coisas podem azedar foi a ausência do PCP da tomada de posse do “gordo Governo” de António Costa que foi preciso ser transportado depois da posse num autocarro a gás da Carris… para caber setenta novos governantes e chegar a tempo de fazerem o primeiro Concelho de Ministros para juntarem ao caderno de encargos que o Governo leva ao Parlamento para aprovar o discurso de promessas feitas perante o meu querido Presidente Marcelo que lembrou que ele é o equilibrista do regime e o futuro está nas suas mãos através do poder da palavra e daquele que a Constituição lhe reserva. Vamos esperar para ver o que vem a seguir. Por cá, depois do sobressalto do Lorenzo, continuamos com o tormento da SATA e com dois partido da oposição à procura do norte… com grandes preocupações quanto ao desfecho do PSD/A, por ser o maior partido da oposição, apesar dos seus eleitores estarem refugiados à espera do novo messias… Isto promete!


Ricos! A minha prima Jardelina teve de ir esta semana ao Centro de Saúde de Ponta Delgada, para fazer a sua vacina contra a gripe, porque com estes tempos, nada como prevenir. O atendimento é do melhor e com um sorriso da parte de quem lá trabalha, o que sempre vai ajudando. O que a minha prima não entende, depois de tantos pedidos e de tantas pessoas já terem escrito nos jornais, é o motivo de não ser criado um abrigo frente à entrada principal daquela bem recente obra, para que em dias de chuva e vento as pessoas não tenham de se molhar para descer do popó e entrar. Como se sabe,  aquela zona é propicia a fortes ventos e o parque de estacionamento para os utentes fica na ponta poente…. E para chegarem à entrada principal é obra… pobre do doente que quando chegar à consulta se calhar terá de acrescentar ao cardápio das maleitas mais a que resultar do resfriado…. Diz a minha prima que viu, no meio do grande temporal, tirarem uma idosa do carro para a cadeira de rodas, debaixo de chuva e vento… ficaram todos literalmente empapados… E mesmo em frente, à vista desarmada, lá está a Urgência do Hospital do Divino, com o seu abrigo onde param as ambulâncias e os popós para deixar os doentes. Não é uma fortuna, mas o que deviam exigir agora do arquitecto é que pelo erro do projecto que não contou com os ventos fortes do local, pagasse o custo do alpendre e dum corredor desde o estacionamento à entrada do Centro de Saúde… Não dá para se perceber que se tenham esquecido de um pormenor tão importante… Pensem nas pessoas, por favor!

Meus queridos! Mais do que ter ideias políticas, nos tempos que correm, o que as pessoas querem é uma coisinha para falar. O “Deus me Livre” percebeu isto e bastou colocar um assessor vestido de saias a entrar na Assembleia para que todo o país ficasse a falar do assunto, tanto que a tomada de posse dos deputados e eleição do Presidente da Assembleia passou quase despercebido ao lado das saias, dos sapatões e das meias do dito cujo. A técnica é mesmo essa: chocar, chocar, chocar. Porque milhões a estranhar poderão ser milhares, amanhã, a entranhar. Eu que já sou mulher de muitos outonos estou a pensar no que teria sido dito e cochichado naquele tempo, quando a primeira mulher resolveu entrar de calças em São Bento. Claro que, na altura, nada deve ter transpirado porque a censura existia e o que não havia era as redes sociais… Hoje, o “Deus me Livre” e outros quejandos sabem bem disso e aproveitam, porque é gratuito e até divertido. E, já agora, se sempre vão abrir uma porta especial para o Ventura, porque não mandar fazer umas “casinhas” adaptadas para homens de saias? Este país, ou melhor, este mundo já está por tudo… Há Cicciolinas para todos os gostos!


Meus queridos! Diz-me a minha prima da Rua do Poço que já está à votação o orçamento participativo da Câmara do meu querido Presidente Bolieiro, para o ano 2020. Ela ficou muito contente porque viu que está à votação uma ideia para arranjo do alto da Mãe de Deus, num valor de 40 mil euros. Diz ela que já votou e espera que haja muita gente a votar naquele projecto, porque a Mãe de Deus é um lugar emblemático da cidade, aonde diariamente vão muitas pessoas para desfrutar da bonita vista sobre a cidade e a ilha. Eu acho é que nem deveria ser preciso um orçamento participativo para se pôr mãos à obra, colocando lá placas indicativas e não esquecendo de um painel onde se possa ver a primeira ermida que ali existiu. Mas, antes de mais, eu acho que deveriam começar por recolocar a placa toponímica da ladeira da Mãe de Deus que desapareceu com obras que lá fizeram numa casa e nunca mais foi colocada. A minha prima da Rua do Poço diz que até é capaz de fazer uma “vaquinha” com as vizinhas para pagar a dita cuja!


Ricos! A minha prima Maria do Pico contou-me esta semana que lá para os lados de São Roque da Ilha Montanha, a Direcção da Escola Secundária resolveu acabar com os quadros de honra, porque, segundo os professores a discriminação não deve existir entre alunos. Fiquei para Deus me levar. Eu sei que não se deve fomentar uma sociedade onde tudo seja competição, mas isto não é o caso dos quadros de honra, nem dos diplomas de excelência. Reconhecer o mérito dos alunos e o seu trabalho é fundamental para os estimular a continuar. Acabar com os quadros de honra é ceder à tentação de nivelar por baixo, assim tipo “tudo ao molho e fé em Deus”. Em vez da cultura de exigência estão a caminhar para a cultura do facilitismo e do minimalismo... Daqui a dias acabam as avaliações, e os exames e acima de tudo os rankings escolares, esses tiranos que tão mal tratam as escolas dos Açores colocando-as sempre nos últimos lugares…


Ricos! E já que estou a falar de abandalhamento, não imaginam como fiquei quando vi um dia destes na televisão, a Ministra da Cultura do Governo do Primeiro-Costa, lá para os lados do norte do rectângulo, em Vidago, na inauguração da casa Museu do grande artista pintor João Vieira, puxar a Bandeira Nacional que cobria a placa, e atirar a Bandeira para o chão, com a pressa de bater palmas, perante o olhar atónito de quem estava à volta… Então a senhora Ministra da Cultura não sabe que numa inauguração tem de haver um assistente a quem se entrega a bandeira? Mesmo que nada entenda de protocolo, basta o respeito para não fazer o que fez… A bandeira e o hino são símbolos patrióticos que têm regras a observar no seu uso… Quem não sabe aprende! 


Ricos! Juro que não me lembro onde li esta, e não quero mentir ao dizer que foi na renovada A Crença, do padre José Paulo Machado. Muita gente ficou admirada de ver os índios amazónicos de penas na cabeça em plena basílica de São Pedro, para um ofertório numa missa papal… E a pergunta era a seguinte: e o que pensam os índios quando vêem os senhores cardeais, bispos e cónegos de barretes de três bicos com as suas borlas coloridas ou pretas? Como dizia um velho padre da Ilha de Jesus: “vede como eles se enfeitam”!

Print
Autor: CA

Categorias: Maria Corisca

Tags:

Theme picker

Revista Pub açorianissima